A hora de vingar 82

LIÇÕES DA BOLA


João Pedro tem seis anos e uma paixão por futebol que se revela a cada dia. Vai ao estádio assistir aos jogos de seu time e no ano que termina assistiu até a um jogo da Seleção Brasileira no Pacaembu: Brasil x Guatemala. Nem se importou com o fato de faltarem estrelas, embora perguntasse por que raios Ronaldo, Ronaldinho e Kaká não estavam no gramado e sim um tal de Romário.
Na penúltima semana do ano, a do seu aniversário, João Pedro ganhou uma bola com o escudo da CBF estampado. Amarela, com detalhes verde, azul e branco. Nada mais patriótico, não houvesse nela o símbolo da Nike - que ele nem notou. Observou mais atentamente o número de estrelas acima do escudinho do Brasil e disparou:
- Tá faltando uma!
Deu de ombros quando o pai o corrigiu que todas as cinco estrelas estavam no lugar certo.
- Mas depois da Copa vai ficar faltando uma - argumentou.
Lembrei-me na hora de uma promoção para quem comprava camisas da Seleção no primeiro semestre de 1982. Custava baratinho. A camisa só tinha uma diferença em relação às usadas pelos jogadores, com o símbolo da CBF, com a marca Topper estampada na manga esquerda e o raminho de café do patrocinador, do lado direito do peito. Tinha também o logotipo da falida Poupança Continental na manga direita. Sairam aos milhares as camisetas. Um dos compradores era eu que, na mesma noite em que adquiri a preciosidade, informei ao meu pai que ela não seria legítima a partir de julho. Juro: disse a mesma frase a respeito da bendita estrelinha. A quarta estrela, que deveria ser estampada com a inevitável conquista do tetra, na Espanha.
Que dúvida podia ter o garoto, aos 13 anos, se desde 1980 assistia a shows de Zico, Sócrates, Cerezo e qualquer centroavante que vestisse a camisa 9 na ausência de Reinaldo? Em 1982, o Brasil já saiu daqui campeão do mundo, pelo menos para quem tinha menos de 15 anos naquele início dos anos 80. Pois foi em julho que aprendi a perder. Ou melhor, aprendi a não ganhar na véspera, lição que meu pequeno João Pedro um dia terá de tomar. Só espero que não seja na Alemanha.

Paulo Vinícius Coelho em 29 de dezembro de 2005.

'É o Tricolor contra tudo e contra todos!'

Pedro Henrique
Bueno de Toledo

TRICAMPEÃO MUNDIAL
phb@lancenet.com.br

Caros tricolores tricampeões mundiais, o STJD conseguiu o que queria! Fora os milhões de são-paulinos, muita gente festejou nossa derrota. É fácil explicar. Eles não aguentam mais ver o São Paulo campeão! A coisa mais linda é ver a fauna - porquinhos, gambazinhos, lambaris, urubus etc. - unida e torcendo contra o São Paulo! É a prova de nossa grandeza! A gente incomoda DEMAIS! Calma, secadores! Foi só um tropeção do Jason! Ele continua vivo! Sei que o time se entregou, mas quem quer ser campeão não pode abrir 2 a 1 e sofrer o empate minutos depois em gol de bumba-meu-boi! Mais atenção, moçada! E vamos acordar, Hernanes! Você é craque, pode fazer a diferença, tem de aparecer para o jogo! Aposente essa chuteira nova que deu um azar danado e vamos jogar bola!

23/11/09

FONTE: LANCE!

AJUDA!

Drogba, ao lado de Bono Vox, participa de evento que luta para ajudar as muitas vítimas da Aids no continente africano

Drogba: craque contra a doença


Atacante lança, ao lado de outros craques do futebol, um programa para ajudar no tratamento da AIDS na África

Encabeçados por Didier Drogba, oito estrelas do futebol mundial lançaram, ontem, um programa em parceria com a Nike para ajuda ao tratamento da AIDS na África. No concorrido evento realizado em Londres, que também contou com a presença de Bono (vocalista do U2), jogadores e organizadores deram um passo importante na busca de salvar vidas no continente carente de recursos.
- Esse evento é muito importante para mim, que sou da África. Tenho que tentar ajudar a salvar vidas. Às vezes as pessoas não percebem que é fácil salvar vidas com poucos centavos por dia - disse Drogba, natural da Costa do Marfim.
Na vitória sobre o Arsenal, no último domingo, o atacante do Chelsea estreou em suas chuteiras um cadarço vermelho, símbolo da campanha "Lace up".
- Acho que isso me ajudou nos dois gols. Agora vários jogadores de futebol e também de outros esportes vão usar o cadarço para ajudar a quem precisa - avisou o atacante do Chelsea, que fez dois gols no jogo válido pelo Campeonato Inglês.
Além dele, o brasileiro Denílson (Arsenal), o italiano Materazzi (Internazionale), o inglês Joe Cole (Chelsea), o russo Arshavin (Arsenal), o australiano Neill (Everton), o americano Dempsey (Fulham) e o sul-coreano Seol (Fulham) estavam presentes no lançamento da campanha.

AJUDA COM PRODUTOS

A empresa de material esportivo vai colocar à venda o cadarço e, em breve, outros artigos de material esportivo na cor vermelha. Toda a renda obtida com esses produtos será repassada para a empresa Global Fund, responsável pelo gerenciamento do programa na África.
Mark Parker, diretor executivo da Nike, também ressaltou a importância do programa para ajudar pessoas com o vírus da Aids.

EM LONDRES (GBR)
Especial para o L!
TIAGO LEME

Fonte: LANCE!

Finalmente campeão Inglês


1954/55

O Campeonato Inglês só voltou a ser disputado após a Guerra, em 1945. O Chelsea manteve a luta para não cair. Mas seguiu conquistando torcedores fiéis e fanáticos. E na temporada 54/55 ele surpreendeu. Após quatro derrotas nas primeiras rodadas, o time engrenou e acabou sagrando-se campeão com uma rodada de antecedência. Um título inesperado.

Chelsea dispara na liderança


O Chelsea atropelou o Wolverhampton por 4 a 0, em Stamford Bridge, pela 13a. rodada do Campeonato Inglês. Mesmo sem Drogba, Lampard e Balack, a fase dos comandados de Ancelotti é tão boa que antes do intervalo a torcida já gritava "olé".
Os gols foram marcados por Malouda, Joe Cole e Essien (dois). O Chelsea é líder isolado do inglês, com 33 pontos, cinco a mais do que o Manchester United e oito a mais do que o Arsenal.

FONTE: LANCE!
22/11/09

Beges x azuis: o grande clássico na Libertadores


Agora que Alvinegros e Alviverdes já se enfrentaram, ontem à noite, no nível mais alto em que, em termos da importância das competições, eles jamais jogaram entre si, cabe lembrar, que, segundo a lenda, o branco do Corinthians, no início, era bege, enquanto, de acordo com os registros documentais, o verde do Palmeiras começou azul.
Consta que, ao ser fundado em 1910 por operários, o Corinthians adotou uma camisa bege e preta. Com o tempo, as camisas teriam desbotado e, como não haveria muito dinheiro para gastar em uniformes, se adotou a única cor que não descora, o branco.
Mas, se isso pode ser lenda, o fato documentado é que o Palmeiras, fundado em 1914, por trabalhadores italianos, com o nome de Palestra Itália, usou inicialmente um uniforme azul. Se a bandeira italiana tem o vermelho, branco e verde, o azul é a cor da família Savóia, ou seja, a Casa Real da Itália. Até hoje a camisa da seleção italiana é azul, como laranja a da seleção da Holanda, de bandeira vermelha, branca e azul, mas com reis da Casa de Orange, ou seja, laranja.
A palavra "Corinthians", em inglês, designa os "coríntios", os gregos da cidade de Corinto. No século 19, havia vários clubes ingleses com nomes gregos, como Atenas, Esparta. E um deles, o Corinthian FC ("Coríntio" FC), conhecido como Corinthians (os "Coríntios", assim como os Chicago Bulls), fundado em 1882, foi o clube amador mais famoso da história, acostumado a golear.
Muito solicitado para excursões, o Corinthians inglês viajou pela Europa e pelas Américas, legando o nome a times até no Canadá. O Corinthians Paulista surgiu logo após uma excursão dessas ao Brasil.
Quanto a "Palestra", em grego significa "local de combate"; em italiano passou a designar os recintos esportivos. Durante a Segunda Guerra, no Brasil foi proibido homenagear os países em conflito, ainda mais os que, como a Itália, se tornaram inimigos. Pensou-se em Palestra São Paulo, mas no fim se adotou Palmeiras, nome de vários clubes brasileiros do começo do século XX.
Mas o verde não é das palmas: o Palestra Itália abandonou o azul logo no começo. Quem continua azul é o antigo Palestra Itália de Belo Horizonte, o Cruzeiro.

por Renato Pompeu em 06 de maio de 1999.

Em 1919/20 fez a primeira grande campanha


1919/40

O futebol inglês parou após a Primeira Guerra. Voltou na temporada 19/20 e nesta o Chelsea fez a sua primeira grande campanha. Terminou em terceiro. Mas a falta de recursos financeiros persistiu. Sempre beliscando o rebaixamento. Caiu em 1923 para só voltar em 1931. Manteve-se com dificuldade na elite (duas vezes foi o último a escapar da degola). E seguiu assim até a temporada 39/40. Que não foi encerrada por causa da Segunda Guerra.

Blue is the colour

 
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